quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O tal do Wellington

Meu cunhado tem falado há dias no tal do Bife Wellington e disse que faria pra nós provarmos. Eu, como não sou boba nem nada, fui pesquisar na internet o que era o tal do Bife Wellington tão falado por ele e me deparei com uma receita onde, um dos ingredientes era o patê de fígado de ganso e meu estômago deu uma ligeira reclamada.

Comer patê de fígado de ganso é totalmente contra os meus princípios (e o meu paladar). Confesso que já provei (e não aprovei) e, além disso, saber como é feito me dá uma certa dó dos pobres gansos. 

Eu sei que muita gente vai dizer que isso é hipocrisia porque eu como carne de vaca, porco, ave, peixe e afins. Sei que eles também são enclausurados, alimentados com diversos hormônios e tudo mais para que engordem rápido e não fiquem com a carne dura, mas não sei porque, saber que um tubo é enfiado pela goela abaixo deles, até que eles quase explodam de tanta comida e gordura para que o fígado (que se torna doente devido a alimentação) se transforme no tal do patê.

Outro motivo (talvez) para a minha repulsa por fígado é que, quando pequena, tinha muita anemia e vivia comendo bife de fígado. Urgh! Até hoje tenho pavor de fígado de boi e acho que acabei estendendo minha repulsa a todos os fígados alheios. Hahaha

Sou contra crueldade com animais, mas jamais me tornaria vegetariana. Sou a favor do consumo de carne de qualquer animal (apesar de não ser capaz de comer carne de cachorro, talvez) e aceito isso como parte da cadeia alimentar (e como bióloga), mas não sou a favor da matança por maldade, por desperdício. É o ciclo da vida. Se o leão come a zebra, eu como o boi, foi assim que a natureza nos fez.

Além de todos esses quesitos, a receita diz que, cada porção tem 744 kcal, com 57,2 g só de gordura! Seriam, aproximadamente, 19 pontos um único Bife a lá Wellington. Não sei por que, mas já tenho uma cerca implicância com esse tal de Wellington. Além de enfiar o tubo goela abaixo dos bichinhos, esse cara deve ter uma saúde totalmente precária porque, pra conseguir comer tanta gordura em uma única refeição, o cara deveria estar, no mínimo, querendo fazer um patê do próprio fígado!

Hoje à noite teremos o tal do Wellington. Pesquisando mais ainda no meu amigo Google.com, vi que há receitas mais “light” e sem o patê. Espero que o dele também não tenha! Vou ficar de olho no preparo e, se o tal patê surgir, vou pedir que o meu seja poupado desta iguaria.


Amanhã eu conto como foi a minha experiência a lá Wellington.

Beijinhos!

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